Literatura

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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ORIDES FONTELA


Maria de Andrade



Nasceu em São João da Boa Vista (SP);
21/04/1940;
Os primeiros versos são publicados em 1956 no jornal “O Município” da cidade Natal;
1967, ingressa no curso de Filosofia da USP;

morrendo em 02/11/1998, num sanatório em Campos do Jordão (SP).
Obras públicadas
Transposição – 1969, poemas;
Helianto – 1973, poemas;
Alba – 1983, poemas; (recebe o Prêmio Jabuti)
Rosácea – 1986, poemas;
O escritor, poeta e crítico Augusto Massi reúne, em 1988, toda a obra anterior da poeta no livro Trevo;
Teia, reunião de toda a sua obra, recebe o Prêmio concedido pela APCA.
Sua poética é a da palavra original;
Rompe com os estereótipos e com o real-acabado;
Buscas de novas significações;
Poema é enxuto e conciso;
Em busca da essência humana.

 POLICIAL

Culpados
ou
cúmplices
nunca temos
álibi:

por força,
estamos
aqui.

Oito versos;
Duas estrofes;
Dez palavras;
Teia p.34

Teologia

Não sou um deus, Graças a todos
os deuses!
Sou carne viva e
Sal. Posso morrer.


“A poesia não vive senão na tensão e no contraste (e, portanto, também na possível interferência) entre o som e o sentido, entre a série semiótica e a série semântica" (AGAMBEN, 2002, p. 142)
A obra de Orides Fontela, que ainda  vem ganhando os primeiros destaques no universo da poesia contemporânea graças a alguns estudiosos que se dispuseram a ler atentamente seus poemas, está circunscrita de forma singular neste cenário que se abriu a
  partir dos anos de setenta. Não há dúvida de que, com seus versos entrecortados e obedientes a uma espontaneísmo revelador.
Andrade, Alexandre de Melo


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