Literatura

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Poesia é forma de expressão literária que surgiu simultaneamente com a Música, a Dança e o Teatro, em época que remonta à Antiguidade histórica. Na própria fala - fruto da necessidade de comunicação entre elementos de uma comunidade primitiva  estam as raízes poéticas.
Essência da Poesia - Ensaístas e filósofos já se preocupavam então com a essência da poesia, numa tentativa de desligá-la da matriz onde fermentara com outras expressões, que também foram conquistando autonomia e passando, por características afins, à qualidade de gêneros. A poesia, ligada à estrutura da narrativa, é a expressão artística que mais tem discussões suscitado em relação à sua essência.
 
A poesia Lírica nasceu da fusão do poema épico com o instrumento que a acompanhava, a lira. As formas foram então se diversificando; variedades e novas técnicas surgiram, como: a ode, a elegia, os epitáfios, as canções, as baladas e outras mais que se desenvolveriam posteriormente como o soneto, e o madrigal.

quarta-feira, 23 de março de 2011

180 anos da Biblioteca Pública de Olinda



Por: Maria das Dores de Andrade

No último dia dez de dezembro de 2010, comemoraram-se em Olinda os cento e oitenta anos (180) da assinatura do decreto de fundação de varias bibliotecas, entre elas, a de Olinda. Que inicialmente teve seu funcionamento no convento Franciscano, para atender os alunos da faculdade de Direito de Olinda.
Cento e oitenta anos nos separam daquele dia, muitas mudanças ocorreram em nosso país, entre estas a queda do poder imperial, a instalação da república, e na república vários períodos de ditaduras e duas redemocratizações, mas, as condições de leitura e de produção literária continuam precárias.
Apesar do atual esforço empreendido pelo ministério da Cultura para Zera o déficit de municípios sem bibliotecas, tem sido prática comum, o fechamento de bibliotecas entre trocas de governos municipais. Uma prática que obrigou o ministro Juca Ferreira afirma que irá produzir uma portaria ministerial que proíbe municípios, sem biblioteca receberem verbas do ministério da Cultura.

Medita que pessoalmente acho mais que justa, haja vista, a utilização destas verbas, um município que nega aos seus moradores o acesso a leitura, não deve fazer bom uso de verbas para a cultura, já que, segundos estudos recentes publicados na revista Americana Science, que afirma: “Literalmente a leitura modifica o cérebro, estruturas são modificadas e reorganizadas para acomodar a nova atividade. O papel crítico da mente se desenvolve e logicamente vota-se melhor.
Portanto para certos políticos é na verdade um contra-censo investir em leitura. Podendo esta atividade tira-lhe as condições necessárias a sua reeleição. Preferem gastar o dinheiro da cultura em festas de ruas, pagando cachês astronômicos a bandas de música de gosto duvidoso, garantindo, assim, a produção de uma opinião massificada, a proliferação do desrespeito a figura da mulher. O batidão ainda garante sexo sem compromisso, produzindo filhos órfãos de pais vivos, desrespeito e mais exclusão.
Monteiro Lobato afirmou, que uma nação se faz com homens e livros. E eu afirmo, uma pátria verdadeiramente soberana se faz com, homens e mulheres críticos, leitura e produção de literatura democratizadas e bibliotecas abertas.
Em dois mil e nove fiz o meu trabalho de conclusão de curso na área de Letras, sobre o uso da poesia na sala de aula, dos muitos teóricos que visitei, alguns eram especialista em leitura, e ele são unanimes em afirmar, que a fruição literária garante ganhos significativos para a vida social e afetiva das pessoas, e é esta leitura que a biblioteca oferece diferente da escola.
Fechar bibliotecas em peno século vinte é um crime contra a nação, a cidadania e aos valores democráticos. Então se abram portas, paginas, palavras, para que todos possam fruir, ler, recitar, produzir. E tornar viva a literatura nacional através do movimento de leitura.  

HISTÓRICO – Foi no dia 07 de dezembro de 1830, época em que Olinda era a capital da província de Pernambuco, que foi criada, através de Decreto Imperial, a primeira Biblioteca do Estado, localizada no Convento dos Franciscanos. Depois de sucessivas mudanças de sede, a Biblioteca Municipal de Olinda foi instalada na casa de número 100 da Praça do Carmo, uma das mais antigas construções da cidade.
consulta 13/12/2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resenha de: Christimas Carol by Charles Dickens


Por: Maria das Dores Andrade de Barros


Charles John Huffam Dickens nasceu em Portsmouth, 07 de Fevereiro de 1812 e morreu em 09 de Junho de 1870, foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. A fama dos seus romances e contos, tanto durante a sua vida como depois, até aos dias de hoje, só aumentou. Apesar de os seus romances não serem considerados, pelos parâmetros atuais, muito realistas, contribuindo com a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. Entre os seus maiores clássicos podemos destacar "Copperfield” e "Oliver Twist".
O conto em questão trata-se de uma história moralizante sobre a avareza, o personagem principal se envolve com questões inacabadas de sua vida, para que assim possa ter um futuro diferente do que ele tinha construído durante sua vida.
No Primeiro Capitulo (Marley´s Ghost) o narrador nos apresenta o personagem principal Scrooge, seus vícios, sua vida, seu parente mais próximo, sua cãs e é ainda neste capitulo que o narrador dá inicio ao conflito narrativo. No Capitulo dois (The Ghost of Past Christmases) a narrativa foca o passado de Scrooge o Espírito do Natal Passado mostra as tristezas e frustrações do personagem, mas, como uma brisa de otimismo mostra também o amor de sua irmã por ele, seus primeiros anos de trabalho seu amor de juventude, amor este que ele trocou pela avareza. O capitulo três (The Ghost of Christmas Now) Traz uma mostra da conseqüência dos seus atos. No capitulo quatro (The Ghost of future Christmases fica clara a conseqüência definitiva de suas atitudes que envolve a morte, a solidão e a indiferença. E o pedido para que ele mude de atitude para com as pessoas. O quinto capitulo (The End of Story) traz ao leitor a mudança do personagem diante de tudo aquilo que lhe foi mostrado, e um final feliz, como é de praxe nas histórias de Dickens.
Um conto pedagógico com certeza, capaz de nos lançar a reflexão de nossas atitudes, podemos ver nele um esboço do que denominamos hoje de literatura Psicológica, haja vista, o recurso que o autor usa para garantir o enredo da história. Podemos comentá-lo a todas as idades, em especial as crianças, para que elas possam refletir qual é o verdadeiro conceito do Natal.

domingo, 24 de outubro de 2010

História da Língua Portugesa - Como tudo Começou

Podemos afirma que o surgimento da Língua Portuguesa está ligado ao processo de constituição da Nação Portuguesa. Para se afirmar como nação a Galiza região norte de Portugal, berço do chamado Galego português expandiu seu falar, uma das variações do latim vulgar (sermo vulgaris, rusticus, plebeius) que por sua vez era variação do latim clássico. Idioma do Império Romano que chegou a região através das invasões. Foi no século III a.C., que os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciou-se assim o longo processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. No decorrer dos séculos, os romanos abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos. Dois século depois a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos ( vândalos, suevos e visigodos). Os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular. Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente. Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se. Mas as invasões não pararam por aí, no século VIII a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou-se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo. Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes. O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim (romanço). As influências lingüísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe. Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso. Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península. Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foi tomando o contorno do que hoje é Portugal. D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

O Dom da Paz

Em homenagem aos 101 que Do Helder Camâra faria hoje.


nvocação à Mariama

Mariama, Nossa Senhora, mãe de Cristo e Mãe dos homens!
Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores,
de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama,
que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem.
É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão.
É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.
Mariama, Mãe querida,
problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.
Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas.
O mundo precisa fabricar é Paz. Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra
e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais
e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo
e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.
Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida,
nem precisa ir tão longe, como no teu hino.
Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e o pobres de mãos cheias.
Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã.
Basta de escravos.
Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira.
De irmãos de verdade, Mariama.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Poesia do Livro




O Estado com sua capacidade
Reuniu todos os interessados da Sociedade
Para o Desenvolvimento
Estado e Sociedade fizeram o casamento

Na preocupação da formação
De leitores o Estado faz sua ação
A Sociedade não fica a traz
Realiza, de tudo faz

O livro em seu local
Palavras no papel, coisa formal
Palavra por palavra na frente do leitor
Para que escreve, expressão de amor

Vamos juntos nesta grande ação
Pensar no livro, fazer cultura e educação
Plano Nacional da Leitura e do livro
Hoje aqui está no crivo

Nordeste todo integrado
Pela tecnologia levado
Por um Brasil muito mais Letrado.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Alfabetizar Para Transformar


Doutor vou contar pra você
Uma história que em Olinda
Aconteceu
Com um tal de Brasil Alfabetizado
Que por lá a pareceu

Nesta cidade pioneira
A prefeita sonha com o analfabetismo erradicar
Por isso ela, a secretária de educação,
E todos do departamento do eja

Resolveram a Brigada Paulo Freire montar
Paulo Freire para quem não conhece
É um brasileiro muito famoso
Que contribuiu para educação

Fazendo deste um momento gostoso
Esta brigada vai as casa
Pra estudantes buscar
Transformando suas vidas

Como na história que vou contar
Era Ivone muito tímida
Quando o encontra aconteceu
Foi num sábado que ela me conheceu

Da escola aberta voluntária se tornou
Dando reforço escola seu diploma triunfou
Quando a secretaria Abriu inscrição
A vontade de lecionar se manifestou

Disse eu a Ivone
Se preocupe Apenas em passar
Que alunos
Vamos encontrar

Foi quando o mundinho quis estudar
Neste momento entrou Josy
Pra na linguagem dos sinais
Com ele se comunicar

Foi então que seu nome conheceu
Severino como gente
Enfim gente como a gente se entendeu
Reconhecendo-se assim gente como eu

Tirou seu RG
Começou a se comunicar
Teve vontade de Aprender
Que pena! Na escola não pode ficar

Seu trabalho lhe impedia
Tanto Josy tentou
Falou com seu patrão
Mas seu pedido não triunfou

Mas não pensem vocês
Que esta história de inclusão se Acabou
Pois, apareceu Fabio
Menino grande

Que nunca estudou
Apesar de sua idade
O lapíz só fazia quebrar
Sua mão era pesada

Pois, na escola Antes não podia entrar
Tendo vontade de Aprender
Nem toda professora queria se Aplicar
Foi necessário Josy e Ivone com vontade de ensinar

Acredite minha gente
Esta história de verdade aconteceu
Com Gil a apoiar Alegremente
A inclusão que sempre defendeu

Eu, Gil, Josy, Ivone e Ivanilda
Da brigada Paulo Freire vamos participar
Cada vez mais felizes e unidas
Sabendo que o Brasil vamos mudar

Porque esta oportunidade
Que o presidente nos deu
Foi tão importante
Coisa que o Brasil Antes
Não viveu!!!!!!!