Maria de Andrade
Nasceu
em São João da Boa Vista (SP);
21/04/1940;
Os
primeiros versos são publicados em 1956 no jornal “O Município” da
cidade Natal;
1967, ingressa
no curso de Filosofia da USP;
morrendo
em 02/11/1998, num sanatório em Campos do Jordão (SP).
Obras públicadas
Transposição
– 1969, poemas;
Helianto
– 1973, poemas;
Alba
– 1983, poemas; (recebe o Prêmio Jabuti)
Rosácea
– 1986, poemas;
O
escritor, poeta e crítico Augusto Massi reúne, em 1988, toda a obra anterior
da poeta no livro Trevo;
Teia,
reunião de toda a sua obra, recebe o Prêmio concedido pela APCA.
Sua poética é a da palavra original;
Rompe com os estereótipos e com o real-acabado;
Buscas de novas
significações;
Poema é enxuto e
conciso;
Em busca da essência humana.
POLICIAL
Culpados
ou
cúmplices
nunca temos
álibi:
por força,
estamos
aqui.
Oito versos;
Duas estrofes;
Dez palavras;
Teia p.34
Teologia
Não sou um deus, Graças a todos
os deuses!
Sou carne viva e
Sal. Posso morrer.
“A poesia não vive senão
na tensão e no contraste (e, portanto, também na possível interferência) entre
o som e o sentido, entre a série semiótica e a série semântica" (AGAMBEN,
2002, p. 142)
A obra de Orides Fontela, que ainda vem ganhando os primeiros destaques no universo da poesia contemporânea graças a alguns estudiosos que se dispuseram a
ler atentamente
seus
poemas, está circunscrita de forma singular neste cenário que se abriu a
partir dos anos de setenta. Não há dúvida de que, com seus versos
entrecortados e obedientes
a uma espontaneísmo revelador.
Andrade,
Alexandre de Melo

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